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A violência neonatal acontece quando os processos fisiológicos e adaptativos de um ser humano que acabou de nascer é desrespeitado e ele é afastado da mãe, logo após o nascimento, para realização de procedimentos desnecessários e dolorosos.
Nossa sociedade em geral, ainda não vê o recém-nascido ou a criança como pessoa, indivíduo com direitos e exige que desde a primeira hora de vida sejamos apresentados ao nosso mundo violento e cruel.
A verdade é que, muitos de nós, na maioria das vezes por falta de conhecimento, ainda vê o que acontece nas maternidades como "normal", algo que faz parte.
Nos hospitais, toda a violência é justificada, afinal são "procedimentos necessários no nascimento, que todos nós precisamos passar" e seguimos achando normal, bebês arrancados da sua mãe, manipulados de todas as formas, lavados precocemente e isolados por horas em um berçário, sozinhos e mostrados através de vidros e cameras a uma plateia. É a linha de produção da industria do nascimento e de normal não tem nada.
Isso tudo vai contra a natureza, contra recomendações, evidências e ainda hoje continuam a acontecer.
O bebê chora, de medo, de frio, de dor, se sente desamparado, inseguro e suplica com toda a sua força pelo calor do colo da sua mãe, que neste momento único, é o lugar aonde ele deveria estar.
Não é dada atenção suficiente aos impactos psicológicos do parto no recém-nascido, pois pressupõe-se que os bebês não se lembrarão da dor, do desamparo nessa transição ao mundo externo.
Entretanto, já se sabe que nossas experiências dentro do útero e durante o nascimento ficam registradas pra sempre no nosso subconsciente e pode influenciar comportamentos, reações e perspectivas na vida adulta.
O parto é um encontro, um momento único e um bebê que nasce saudável tem o direito de estar no colo da sua mãe, em contato pele a pele, independente da via de parto.
Por isso, informe-se sobre os cuidados prestados na maternidade de sua escolha, procure saber quais são as recomendações atuais, o que dizem as evidencias, faça um plano de parto e exija a golden hour.
Foto: Internet
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