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Ter um filho é uma responsabilidade gigantesca. Cuidar e se comprometer a formar um ser humano que será entregue ao mundo.
Envolve muitos aspectos, financeiros, sociais, conjugais, profissionais, emocionais, biológicos, fisiológicos e familiares.
Os motivos por trás dessa decisão podem ser conscientes ou inconscientes e são muito variados, como querer aprofundar uma relação amorosa, concretizar um desejo de transcendência e continuidade, manutenção do "nome da família", manter um vínculo emocionalmente desfeito, dar um filho a própria mãe, medo de ficar sozinha, pressão da sociedade e família, querer sentir o tão falado "amor incondicional", preencher um vazio interno, desejos e lacunas da vida dos pais ou avós e por ai vai....
A verdade é que os bebês nascem carregando muitos planos e expectativas de famílias inteiras e ideais que construímos como mães e pais.
Muitas vezes, esse bebê real vai nos mostrar a cada dia que todas essas expectativas e ideias que construímos, não serão atingidas da forma como planejamos e nos frustramos.
Dependendo do que foi esperado e planejado para esse bebê, essa frustração pode representar uma queda, daquelas que temos dificuldade em levantar, prejudicando a manutenção do vínculo afetivo e o relacionamento entre pais e filhos.
É importante refletir sobre isso, durante a gestação e alinhar as expectativas e ideais que construímos para essa criança que é um individuo com sentimentos e pensamentos próprios e que vai construir sua história, podendo ou não refletir o desejo dos pais.
Não é uma tarefa fácil combinar diferenças e semelhanças de tantas pessoas diferentes para criar esse bebê de forma harmônica, segura e feliz.
É um desafio e tanto, mas é incrivelmente recompensador quando percebemos que estamos no caminho certo!!!
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