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Exame polêmico e questionável, realizado em consultas de rotina pré-natal e durante o trabalho de parto para fornecer informação para triagem de patologias ginecológicas, avaliar a espessura do colo do útero, a dilatação, evolução do trabalho de parto e o posicionamento da cabeça do bebê na bacia.
A verdade é que não há evidências de que o toque vaginal de rotina produza melhores resultados ou que seja necessário, no caso de mulheres assintomáticas, na prevenção de parto prematuro, para avaliar a probabilidade de um parto vaginal ou o progresso dele.
É um procedimento invasivo, causa desconfortos e muitas vezes é bastante doloroso.
Durante o trabalho de parto, pode aumentar a ansiedade, as tensões musculares, comprometendo o progresso.
Há risco de infecção no útero e bebê e além disso, muitos profissionais de saúde aproveitam esse exame para realizar uma indução mecânica (descolamento de membranas), sem comunicar ou ter a autorização da mãe, o que pode levar a uma cesariana desnecessária e indesejada.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que, durante o trabalho de parto de baixo risco, o exame de toque seja feito em intervalos de 4h.
Deve ser SEMPRE comunicado e você pode e deve recusar se não quiser passar por tal intervenção sem nenhum motivo clínico que justifique.
Cabe somente a você decidir!
Referência: OMS/WHO, Cochrane
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