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Até o momento, não existe evidência que comprove benefícios na prática da episiotomia de rotina, mas já conhecemos os inúmeros riscos que ela traz.
Ela não ajuda a reduzir a incidência de asfixia nos partos;
Não protege o assoalho pélvico contra a incontinência urinária ou fecal e pode aumentar o dano perineal, causar lesão retal;
Há maior perda de sangue, edema, risco de infecção, hematoma, além de ser bastante dolorosa.
Ao contrário do que é dito por ai, a episiotomia não é necessária, nem mesmo em partos instrumentais, aqueles com uso de ventosa ou fórceps.
Ela por si só, já é uma laceração de 2° grau, entretanto, quando não realizada, há chance de não ocorrer nenhuma laceração ou lacerações apenas de 1° grau ou até mesmo de 2° grau, mas de melhor prognóstico.
O que previne a laceração grave é o respeito ao protagonismo, a fisiologia, a natureza, um parto sem intervenções.
As intervenções podem e devem acontecer, quando realmente for necessária e com o teu CONSENTIMENTO.
Caso contrário, poderá apresentar uma denuncia à Ordem dos Médicos/Enfermeiros.
Carolina Botafogo
Doula
Conselheira em aleitamento Materno
*Atendimentos online e presencial
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