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O dia Internacional da Conscientização da Perda Gestacional ou do Recém-Nascido e tem por objetivo sensibilizar e humanizar o tratamento e assistência oferecida às famílias enlutadas pelos serviços de saúde e, pela sociedade em geral.
A perda de um filho durante a gestação ou após o nascimento não é reconhecida socialmente. As famílias enlutadas sequer tem o direito de ser considerados como pais e mães, de sofrer, de sentir dor, por não se ter convivido com o bebê.
Não importa o tempo que o coraçãozinho bateu, ele existiu como filho e com ele vieram planos, expectativas de uma família que muitas vezes está a espera desse bebê há anos.
O rompimento precoce e inesperado dessa oportunidade de viver a maternidade é brutal e traz a tona sentimentos de culpa, solidão, fracasso, incapacidade, deixa um vazio na alma. E esse cenário é ainda pior quando a dor e luto dessa mulher não é respeitado e ela não se sente acolhida durante o processo vivido pela perda, dentro das instituições de saúde. Onde a frieza, descaso e até mesmo humilhação, são justificados com a falta de tempo e habitualidade com que essas perdas acontecem e são comuns no dia a dia dos profissionais, mas não são para as mulheres e famílias que estão a viver isso naquele momento.
RESPEITAR a dor é o mínimo.
Eu passei por 2 perdas e nenhuma das vezes me senti minimamente acolhida e nem mesmo ouvi um "Sinto muito" durante a assistência prestada.
Há tanto a mudar e é urgente!!!
Carol Botafogo
Doula parto e pós-parto
Consultora de Amamentação
*Atendimento online e presencial
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