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Entre 1/3 e metade do volume de sangue do bebé encontra-se na placenta e no cordão umbilical.
O atraso do clampeamento do cordão umbilical, permite a passagem continuada do sangue da placenta para o bebê durante mais 1 a 3 minutos após o nascimento, aumentam em 50% as reservas de ferro aos 6 meses, dos bebês nascidos a termo, prevenindo a anemia infantil, principal causa de mortalidade e problemas de desenvolvimento cognitivo, motor e comportamental.
Benefícios do clampeamento tardio:
- Redução de 61% da taxa de anemia requerendo transfusão de sangue;
- Redução de 59% da hemorragia intraventricular em bebês prematuros;
- Redução de 62% na taxa de enterocolite necrosante entre bebês prematuros;
- Redução de 29% na taxa de sepse neonatal em bebês prematuros;
- Redução de 52% na taxa de transfusões de sangue para a pressão arterial baixa entre bebês prematuros;
- Mais sangue pro pulmão do bebê, tornando mais fácil o estabelecimento da respiração, além de manter o apoio da placenta nessa transição da respiração pulmonar;
Os benefícios emocionais também devem ser considerados, já que desta forma permitimos ao bebê uma transição tranquila ao mundo externo;
E existe alguma objeção ao corte tardio?
Segundo a OMS/WHO, não. Porém, estudos revelam um risco de 4.36% de icterícia nos bebês que recebem clampeamento tardio do cordão umbilical, comparado a um risco de 2.74% nos bebês que recebem clampeamento precoce do cordão umbilical. Não há risco aumentado de icterícia grave.
Sendo assim, os inúmeros beneficios superam o risco de ictericia leve.
OMS/WHO recomenda que o clampeamento do cordão umbilical deve ser realizado entre o 1º e o 3º minuto após todos os nascimentos, inclusive os de cesariana.
Fonte: OMS/WHO
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Carolina Botafogo
Doula
Conselheira em Amamentação
*Atendimentos online e presencial
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